Acordo entre Vale e Metabase acaba com escala 6×1 em todo o país

Medida é considerada pioneira e pode influenciar debates trabalhistas no Congresso

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A mineradora Vale assinou nesta quinta-feira (7), na Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais, um acordo coletivo com o Sindicato Metabase de Itabira e Região que estabelece jornada semanal de 40 horas e extingue definitivamente a escala 6×1 em todas as unidades da empresa no Brasil. A medida foi considerada histórica por representantes sindicais, da empresa e do Ministério do Trabalho.

O acordo antecipa o regime administrativo 5×2 e determina que os turnos de revezamento não poderão ultrapassar 40 horas semanais, exceto em casos de horas extras compensadas conforme previsto em negociação coletiva.

Durante a solenidade, o superintendente regional do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans, destacou o caráter pioneiro da iniciativa. Segundo ele, a Vale se torna a primeira grande empresa brasileira a adotar oficialmente o modelo de 40 horas semanais para todos os empregados e a eliminar a escala 6×1.

O presidente do Metabase de Itabira e representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Vale, André Viana, afirmou que a negociação consolida um direito histórico dos trabalhadores e poderá servir de referência para outras empresas. Ele ressaltou ainda a importância da negociação coletiva nas relações trabalhistas.

Representando a mineradora, o diretor de Relações Trabalhistas da Vale, João Franceschini, destacou o fortalecimento do diálogo entre empresa e sindicato e classificou o acordo como um ganho conjunto para trabalhadores e companhia.

O acordo também dialoga com a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passará a exigir, a partir de 2026, gestão de riscos psicossociais, como estresse e burnout. Segundo o sindicato, cláusulas relacionadas à norma já vêm sendo aplicadas na Vale desde o ano passado.

André Viana relembrou ainda outras negociações consideradas pioneiras conduzidas pelo Metabase de Itabira, como a inclusão de cláusulas de teletrabalho antes da pandemia de Covid-19 e a ampliação da licença-paternidade para 30 dias. Para o dirigente, o histórico reforça o protagonismo sindical na antecipação de pautas que impactam o futuro das relações de trabalho no país.

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