A Prefeitura de Barão de Cocais iniciou nesta semana o pagamento do auxílio financeiro destinado a pacientes renais que realizam tratamento de hemodiálise fora do município. O benefício, no valor de R$ 1 mil mensais, já contemplou os primeiros 27 moradores cadastrados no programa.
O auxílio foi instituído pela Lei Municipal nº 2.279, sancionada em junho deste ano, que regulamentou a Emenda Impositiva 14/2025, aprovada pela Câmara Municipal. A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte financeiro aos pacientes que precisam se deslocar para outras cidades para realizar as sessões de diálise.
Para ter acesso ao benefício, os pacientes devem possuir cadastro ativo no Sistema Único de Saúde (SUS), comprovar residência em Barão de Cocais há pelo menos 12 meses e apresentar laudo médico que ateste a necessidade e a realização do tratamento.
Segundo a administração municipal, o recurso busca amenizar os impactos financeiros enfrentados pelos pacientes e suas famílias, especialmente diante da frequência e da complexidade do tratamento.
O prefeito Geraldo Abade ressaltou a importância da medida para garantir mais qualidade de vida aos beneficiários.
“Sabemos o quanto a rotina de quem faz hemodiálise é pesada. Esse dinheiro chega para dar mais tranquilidade aos nossos moradores. Ele vem para ajudar a custear os gastos diários que essa rotina exige”, afirmou.
Destinação do Centro de Hemodiálise
Enquanto garante o auxílio aos pacientes, a Prefeitura também avalia uma nova destinação para o prédio do Centro de Hemodiálise Dr. José Celso dos Santos.
De acordo com auditoria técnica realizada pela advogada Priscila Viana, a operação do serviço de hemodiálise no município é considerada inviável nas condições atuais. O relatório, disponível para consulta no portal oficial da Prefeitura, aponta que a unidade foi inaugurada na gestão anterior sem estudos de viabilidade técnica e financeira, além de não possuir aprovação da Vigilância Sanitária nem as habilitações exigidas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde.
Diante da ausência de autorizações e avanços para o funcionamento do serviço, a administração municipal estuda alternativas para aproveitar a estrutura já construída. A principal proposta em desenvolvimento prevê a transferência do Centro de Especialidades Médicas (CEM) para o imóvel, concentrando atendimentos especializados na área hospitalar da cidade e garantindo a utilização do espaço público.