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CISURG anuncia medidas para garantir sustentabilidade do SAMU

Assembleia aprova débito automático e discute expansão das bases descentralizadas.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da região do Médio Piracicaba enfrenta um déficit financeiro de R$ 614.936,37, conforme apresentado durante assembleia do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde para Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência do Médio Piracicaba (CISURG), realizada na última sexta-feira (15), em Itabira.

Apesar das dificuldades financeiras, representantes de 17 dos 27 municípios consorciados aprovaram medidas para garantir a continuidade do serviço, entre elas a implantação do débito automático dos repasses municipais diretamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ou do Fundo Municipal de Saúde (FMS). A proposta busca reduzir a inadimplência e assegurar maior regularidade no custeio do atendimento de urgência e emergência.

Segundo a secretária executiva do CISURG, Viviane Duarte, os municípios têm trabalhado de forma conjunta para manter o funcionamento pleno do serviço. O déficit, que no início de abril se aproximava de R$ 1 milhão, apresentou redução após regularização de pagamentos e adoção de cortes operacionais, como redução de horas extras, suspensão temporária de apoiadores de base e diminuição do quadro do Núcleo de Educação Permanente (NEP).

O presidente do CISURG e prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, afirmou que há um planejamento para estabilizar a situação financeira até o fim do ano. Ele destacou ainda que o consórcio pretende buscar investimentos junto ao Governo de Minas para ampliar as bases descentralizadas do SAMU em cidades mais afastadas, visando melhorar o tempo resposta dos atendimentos.

O relatório operacional também apontou alta demanda pelos serviços na região. Apenas em abril, a base de Itabira registrou 1.665 ligações e 778 atendimentos, enquanto João Monlevade contabilizou 535 chamadas e 209 deslocamentos de ambulâncias. Os atendimentos clínicos em pacientes acima de 60 anos predominam nas ocorrências.

Durante a reunião, o CISURG informou que alguns municípios ainda possuem débitos acumulados entre 2023 e 2025 e que parte deles sequer assinou o contrato de rateio obrigatório para os repasses ao consórcio. O próximo encontro deverá avaliar os resultados das medidas aprovadas e o avanço da adesão ao débito automático.

Municípios presentes na assembleia 

Barão de Cocais, Bela Vista de Minas, Bom Jesus, Carmésia, Dom Joaquim, Dores de Guanhães, Ferros, Itabira, João Monlevade, Materlândia, Nova Era, Passabém, Rio Piracicaba, Santa Maria, São Domingos do Prata, São Gonçalo do Rio Abaixo e São Sebastião. Estavam ausentes: Catas Altas, Guanhães, Itambé, Morro do Pilar, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santa Bárbara, Santo Antônio, Senhora do Porto e Virginópolis.

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