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Distribuidoras pedem que Petrobras amplie importação de diesel para garantir abastecimento

Sugestão foi apresentada ao governo em reunião no MME

Representantes das distribuidoras de combustíveis sugeriram ao governo federal que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir o abastecimento e ajudar a estabilizar os preços no país. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (12) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

A declaração foi feita após reunião entre integrantes do governo e representantes das principais distribuidoras privadas na sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília. Segundo Alckmin, o encontro discutiu principalmente estratégias para assegurar o fornecimento do combustível e reduzir o impacto da volatilidade dos preços internacionais no mercado brasileiro.

Participaram da reunião o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, representando o ministro Fernando Haddad, e a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, representando o ministro Rui Costa. As distribuidoras privadas presentes respondem por cerca de 70% do mercado de combustíveis no país.

De acordo com Alckmin, as empresas avaliam que a Petrobras possui maior capacidade financeira e logística para lidar com as oscilações do mercado internacional e, por isso, poderia ampliar as compras de diesel no exterior.

Mais cedo, o governo anunciou um pacote de medidas para reduzir o preço do diesel ao consumidor e conter pressões inflacionárias. Entre as ações está a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível, com impacto estimado de redução de cerca de R$ 0,32 por litro.

Outra medida é uma Medida Provisória que prevê subvenção de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores, valor que deverá ser repassado ao consumidor. Somadas, as duas iniciativas podem reduzir o preço do diesel em aproximadamente R$ 0,64 por litro nas bombas.

O pacote também prevê reforço na fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para garantir que a redução chegue ao consumidor final.

Segundo o governo, as medidas terão impacto fiscal estimado em cerca de R$ 30 bilhões, que será compensado pelo aumento do imposto de exportação sobre óleos brutos e sobre o próprio diesel. Alckmin afirmou que a prioridade é assegurar o abastecimento e reduzir os efeitos da volatilidade do mercado internacional sobre a economia brasileira.

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