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Incêndios em residências lideram ocorrências e acendem alerta

Fenômenos elétricos e vazamentos de gás de cozinha aparecem como principais fontes de ignição.

Levantamento do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) revela que a maioria dos incêndios registrados no estado ocorre dentro de residências, com destaque para quartos (45%), cozinhas (21%) e salas (11%). Os dados, analisados entre 2020 e 2024 em Belo Horizonte, mostram que falhas em equipamentos, defeitos de funcionamento e acidentes correspondem a 41% das causas, enquanto situações acidentais sem intenção representam 32%. Fenômenos elétricos e vazamentos de gás de cozinha aparecem como principais fontes de ignição.

De acordo com o estudo, desenvolvido pelo Centro Intersetorial de Pesquisas em Alterações Climáticas e Redução do Risco de Desastres (Cipard), foram registrados 3.391 incêndios em edificações no período, sendo 64,25% em residências, reforçando a predominância do risco no ambiente doméstico.

Ao todo, 256 pessoas foram vítimas dessas ocorrências, com 14 mortes confirmadas. A maioria das vítimas é do sexo masculino (57,14%), e idosos com 65 anos ou mais formam o grupo mais atingido. O horário entre 10h e 13h, período comum de preparo de alimentos, concentra a maior parte dos incêndios residenciais.

O CBMMG alerta que atitudes simples podem evitar tragédias, como não sobrecarregar tomadas, evitar o uso de carregadores de baixa qualidade e não deixar aparelhos carregando sobre superfícies inflamáveis. Também é essencial verificar regularmente mangueiras de gás e seguir as normas de segurança.

Em situações de incêndio, a orientação é evacuar o imóvel imediatamente. Caso a saída não seja possível, a recomendação é buscar um local seguro e ventilado, manter-se próximo ao chão para evitar a inalação de fumaça e sinalizar para facilitar o resgate. Ambientes fechados, como banheiros, devem ser evitados.

Segundo o tenente Elias Cristovam, medidas preventivas antes de dormir ou viajar, como desligar aparelhos, fechar o registro de gás e evitar velas acesas, são fundamentais para reduzir riscos.

O CBMMG destaca que estudos como esse contribuem para aprimorar estratégias de prevenção e resposta, reforçando a importância da conscientização da população para reduzir ocorrências e salvar vidas.

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