A Justiça de Minas Gerais pronunciou uma mulher e três filhos pelo assassinato de uma mulher ocorrido em agosto de 2024, no bairro Candelária, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A decisão foi proferida pelo juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal do Júri Sumariante da Comarca da Capital.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime foi planejado após a vítima descobrir que a madrasta havia realizado um empréstimo de alto valor em nome do pai da mulher. Segundo o MPMG, o dinheiro teria sido utilizado em benefício da mãe e dos filhos denunciados, que tinham a intenção de se apropriar de todo o patrimônio do homem.
Ainda conforme a acusação, ao tomar conhecimento do prejuízo financeiro, a vítima procurou a madrasta e os meios-irmãos para exigir a devolução do valor. No dia seguinte, duas meias-irmãs teriam atraído a mulher até a casa do pai. No local, ela foi atacada e morta a facadas pelo meio-irmão.
Após o homicídio, os acusados ocultaram o corpo da vítima dentro da cisterna localizada no quintal da residência, que foi posteriormente lacrada com cimento, numa tentativa de esconder o crime.
Na decisão, o juiz destacou que há provas da materialidade do delito e indícios suficientes de autoria que justificam o envio dos réus a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Mãe e filhos vão responder por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver.
O juiz manteve a prisão preventiva da mãe e de um dos filhos, que estão detidos desde a data do crime. Já as outras duas rés tiveram a prisão preventiva revogada e passam a responder ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.
