Minas Gerais se despede neste domingo (11) de três policiais militares mortos na queda de uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), ocorrida na tarde de sexta-feira (9), em Santana do Paraíso, no Vale do Aço. O acidente vitimou o tenente-coronel Luís Fernando Silvestre e as tenentes Alice dos Santos Oliveira Almeida e Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, integrantes do Comando de Aviação do Estado (Comave).
O velório está previsto para ocorrer das 11h às 14h, na Academia de Polícia Militar, no bairro Prado, na Região Oeste de Belo Horizonte. O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério Parque Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, na capital mineira.
Quem são os policiais mortos
O tenente-coronel Luís Fernando Silvestre, de 49 anos, era comandante do Comave. Com 24 anos de carreira na Polícia Militar e 19 anos de atuação na aviação de segurança pública, acumulava mais de 5 mil horas de voo. Ele também atuava como piloto, instrutor e examinador credenciado.
A tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende era mãe de dois filhos e foi a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa no Comave, conforme informações divulgadas pela imprensa mineira.
Já a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida nasceu em Governador Valadares e passou parte da infância em Caratinga, antes de ingressar na Polícia Militar e seguir carreira na aviação.
Os três militares atuavam em operações aéreas que incluem missões de segurança pública, transporte de órgãos para transplantes e apoio aeromédico.
Como aconteceu o acidente
A aeronave envolvida era o Pégasus 17, um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO, pertencente à Polícia Militar de Minas Gerais.
De acordo com as informações divulgadas, o avião decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16 de sexta-feira, com destino ao Aeroporto Regional do Vale do Aço. Após pousar em Ipatinga, a aeronave decolou novamente e caiu nas proximidades do terminal, em uma área de mata às margens da BR-458, em Santana do Paraíso.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência.
Segundo a PMMG, os militares realizavam um voo periódico obrigatório para rechecagem da habilitação dos pilotos, procedimento previsto no programa de treinamento operacional da corporação.
A Polícia Militar informou ainda que a aeronave havia passado por um processo de modernização, conhecido como retrofit, e que a manutenção, as revisões e as habilitações dos pilotos estavam em dia.
Investigação busca esclarecer as causas
As circunstâncias da queda são investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil de Minas Gerais.
A apuração envolve a análise dos destroços, a coleta de informações e a avaliação de possíveis fatores que possam ter contribuído para o acidente.
Até as últimas informações divulgadas, a causa da queda não havia sido oficialmente esclarecida. Por isso, ainda não é possível apontar o que provocou o acidente.
Governo decreta luto oficial
O Governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias em homenagem aos três policiais militares. O Ministério da Justiça e Segurança Pública também divulgou nota de pesar, manifestando solidariedade aos familiares, amigos e colegas de farda das vítimas.
A morte dos integrantes do Comave representa uma perda para a aviação de segurança pública do estado, responsável por missões de apoio às forças policiais, resgates, atendimentos aeromédicos e transporte de órgãos.
Enquanto as investigações prosseguem, familiares, amigos e integrantes da corporação prestam as últimas homenagens aos três militares.