A Polícia Civil de Minas Gerais, através da Delegacia de Coronel Fabriciano, informou nesta quarta-feira (05/05), que concluiu o inquérito que apurou a morte de Adam Esteves Gomes Dias Martins Cardoso, de 25 anos, que faleceu durante a prática de Rope Jump, no viaduto da Prainha, na BR-381, em Antônio Dias.
O fato aconteceu no dia 3 de outubro do ano passado. De acordo com as investigações, a morte ocorreu de forma culposa, uma vez que o responsável pelo evento, de 33 anos, não adotou as cautelas de segurança, que seriam necessárias durante o salto do viaduto.
O investigado foi identificado pela polícia como sendo o líder do grupo de aventura, conhecido na região como Lagartos da Montanha. Segundo a polícia, conforme o apurado, a morte de Adam Esteves ocorreu devido ao ajuste equivocado da corda em que a vítima se encontrava amarrada.
As investigações apontaram o equipamento não foi ajustado corretamente para evitar com que a vítima viesse a tocar o solo. Adam Esteves sofreu uma queda livre de mais de 100 metros de altura.
A Polícia Civil afirmou que no inquérito foi possível concluir que o grupo Lagartos da Montanha, adotava procedimentos precários durante os saltos, pela forma em que os equipamentos eram montados, bem como pela insuficiência de profissionais capacitados para atestar a segurança de cada salto, que custava em média de R$100,00 a R$130,00.
No dia do fato, cerca de 25 pessoas se propuseram a realizar os saltos, sendo que Adam Esteves foi o 16° da lista. O homem, que assumiu a responsabilidade pelo evento, foi indiciado pelo crime de homicídio culposo, sendo enquadrado no artigo 121, parágrafos 3° e 4° do Código Penal. O inquérito foi remetido ao Fórum de Coronel Fabriciano, para dar prosseguimento ao processo judicial.