O roubo e o furto de celulares ganharam espaço na campanha presidencial e se tornaram um dos temas de segurança pública na reta final antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Segundo reportagem publicada nesta terça-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentam propostas para enfrentar o problema.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 830.890 roubos e furtos de celulares em 2025, uma queda de aproximadamente 9% em relação ao ano anterior. Apesar da redução, o volume de ocorrências mantém o tema entre as preocupações da população.
Lula aposta em medidas como o endurecimento das penas, o bloqueio de aparelhos e iniciativas para dificultar a comercialização de celulares roubados. Entre elas está o programa Celular Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, defende punições mais rigorosas e propôs, pena mínima de oito anos de prisão para ladrões de celulares.
O problema vai além da perda do aparelho. Smartphones podem armazenar dados pessoais e permitir acesso a aplicativos bancários, aumentando os riscos de fraudes e prejuízos financeiros após os crimes.
Embora os registros tenham diminuído em 2025, a eficácia das propostas dependerá de fatores como a capacidade de investigação, o combate à receptação e a prevenção de novos crimes. Na reta final da campanha, o tema reforça o debate sobre quais medidas podem produzir resultados concretos na segurança pública.