Defesa diz que caso do João Gabriel foi “trágica fatalidade”

Advogado de João Gabriel Nascimento Carvalho diz que acusação se baseia em premissas frágeis e garante que versão será esclarecida no decorrer do processo

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A defesa de João Gabriel Nascimento Carvalho se manifestou publicamente nesta terça-feira (3) após o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público. Em nota à imprensa, o advogado André Dolabela afirmou que recebe a decisão “com serenidade”, mas com “firme discordância técnica” em relação à narrativa acusatória.

Segundo o defensor, a versão dos fatos divulgada até o momento não retrata a realidade da dinâmica do ocorrido, tampouco a intenção atribuída ao acusado. A defesa sustenta que o caso se trata de uma “trágica fatalidade”, e não de um crime doloso contra a vida.

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Na nota, o advogado argumenta que a imputação de conduta intencional parte de premissas consideradas frágeis e desconsidera elementos que, segundo ele, demonstram a ausência de anuência com o resultado morte. A estratégia da defesa, conforme destacado, será demonstrar ao Poder Judiciário que as circunstâncias fáticas diferem substancialmente do que foi apresentado na denúncia.

Ainda de acordo com o posicionamento oficial, a prova técnica e testemunhal deverá corroborar a tese de que o episódio foi um infortúnio, e não um ato criminoso com intenção de matar.

A defesa também reiterou respeito à dor dos envolvidos e confiança nas instituições, afirmando acreditar que, ao final do contraditório, a “improcedência da atual capitulação penal será reconhecida”.

O caso segue em tramitação na Justiça.

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