O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (27) a concessão de vistos de entrada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e às suas duas filhas. O parlamentar desembarcou em solo norte-americano após deixar o Brasil no início da semana, em meio a desdobramentos judiciais que envolvem investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).
A viagem de Flávio Bolsonaro ocorreu no mesmo período em que venceu o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que o senador entregasse seus passaportes. Diante da não entrega dos documentos dentro do prazo fixado, a Polícia Federal (PF) oficializou o cancelamento dos passaportes do parlamentar, incluindo o diplomático.

Autoridades da Polícia Federal apuram as circunstâncias da saída de Flávio Bolsonaro do território nacional. Informações preliminares apontam que o senador não registrou passagem pelos postos tradicionais de controle migratório brasileiro, o que motivou a abertura de apurações sobre as rotas e aeronaves utilizadas no deslocamento.
Segundo aliados e fontes próximas ao senador, a ida aos Estados Unidos tem como objetivo a formalização de um pedido de asilo político sob a alegação de perseguição judicial. O parlamentar é alvo de inquéritos que tramitam no STF para apurar suspeitas de irregularidades financeiras.
O governo dos EUA sinalizou acolhimento à entrada do parlamentar e de seus familiares. A concessão dos vistos foi confirmada por autoridades diplomáticas americanas, viabilizando a permanência da família no país.
A decisão de deixar o Brasil sem o cumprimento da ordem do STF gerou repercussão entre juristas e congressistas. A Polícia Federal e o STF avaliam o impacto do descumprimento das medidas cautelares no andamento dos inquéritos.
Nos bastidores do Congresso Nacional, lideranças partidárias acompanham os desdobramentos da situação do parlamentar e aguardam manifestações formais da defesa sobre os próximos passos jurídicos.
