O governo federal não pretende retomar, neste momento, o subsídio adicional de R$ 0,35 por litro do diesel, suspenso no início de julho. A informação foi confirmada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.
Segundo o ministro, a alta recente do petróleo no mercado internacional ainda não teve impacto suficiente nos preços internos para justificar a volta do benefício. O governo optou por manter os subsídios atualmente em vigor: R$ 1,12 por litro para o diesel e R$ 0,44 por litro para a gasolina, este último prorrogado por mais um mês.
As medidas representam um custo mensal de cerca de R$ 6,8 bilhões aos cofres públicos. Até junho, a União já desembolsou R$ 14,55 bilhões para conter os efeitos da alta dos combustíveis sobre os consumidores.
Apesar do aumento das despesas, o governo mantém a previsão de superávit primário de R$ 10,8 bilhões em 2026 e afirma que parte dos gastos tem sido compensada pela arrecadação gerada pelo imposto de exportação sobre o petróleo bruto.
