Justiça decreta prisão de diarista investigada pela morte de casal de idosos

Decisão atendeu a pedido do Ministério Público de Minas Gerais, que apontou risco à ordem pública, possibilidade de ocultação de provas e fuga da investigada

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A Justiça de Minas Gerais decretou, na tarde desta sexta-feira (3), a prisão preventiva da diarista de 30 anos investigada pela morte de dois idosos, de 75 e 76 anos, encontrados na última segunda-feira (29) em um apartamento no bairro São Pedro, na região Sul de Belo Horizonte.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na Central de Audiência de Custódia, após pedido do Ministério Público de Minas Gerais. A audiência foi acompanhada pela promotora de Justiça Maria José Figueiredo Siqueira e Magalhães.

Durante a audiência, o MPMG sustentou que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, argumentando que a gravidade da conduta investigada demonstra risco à sociedade. Segundo a promotoria, a suspeita teria cometido os crimes com o objetivo de subtrair bens patrimoniais das vítimas.

O Ministério Público também destacou que a manutenção da prisão é importante para assegurar a instrução criminal. Conforme a manifestação apresentada, após o crime a investigada teria tentado ocultar provas ao descartar uma blusa com manchas de sangue e trocar de roupa.

Outro ponto considerado foi o risco de fuga. De acordo com o MPMG, a mulher deixou Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e foi localizada e presa em Itabira, na região Central do estado.

A promotoria ressaltou ainda que a investigada responde por dois crimes de latrocínio, em concurso material. Por se tratar de crimes inafiançáveis, o órgão entendeu que a liberdade provisória é incompatível com o caso, sendo a prisão preventiva a única medida cautelar adequada para garantir a ordem pública e o andamento do processo.

Ao fundamentar o pedido, o Ministério Público informou que existem indícios robustos de autoria. Entre os elementos citados estão a apreensão dos bens que teriam sido subtraídos das vítimas, a localização de R$ 18.810 em poder da investigada e a apreensão de uma faca de caça que, segundo as investigações, teria sido utilizada no crime.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais. Após a conclusão do inquérito, a suspeita poderá ser formalmente indiciada, e os autos serão encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

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