A medida protetiva concedida à prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes, contra o deputado federal André Janones (Rede-MG) voltou a repercutir nesta sexta-feira (23). O caso envolve denúncias apresentadas pela ex-companheira do parlamentar, que relatou ameaças e suposta divulgação não autorizada de imagens íntimas.
Conforme reportagens publicadas à época, a Justiça de Minas Gerais concedeu a medida em janeiro de 2025, com base na Lei Maria da Penha. Entre as restrições determinadas estavam a proibição de contato com Leandra Guedes e pessoas ligadas a ela, além da obrigação de manter distância mínima de 300 metros da prefeita. Também foi determinada a proibição de divulgação de conteúdos relacionados à intimidade dela.
Leandra afirmou que, após o término do relacionamento, que teria ocorrido em 2018, passou a sofrer ameaças envolvendo a divulgação de imagens íntimas. As denúncias também incluíram supostas tentativas de interferência na administração municipal.
Em manifestações públicas, Janones negou as acusações e afirmou que seria vítima de uma armação. A existência de uma medida protetiva não representa, por si só, uma condenação criminal.
Repercussão no debate presidencial
O assunto voltou ao noticiário após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) convidar Leandra Guedes para acompanhar o debate presidencial da TV Globo, previsto para este sábado (24). A iniciativa levantou questionamentos sobre a possibilidade de o deputado e a prefeita estarem no mesmo ambiente, considerando as restrições judiciais noticiadas anteriormente.
Até o momento, não há confirmação pública sobre a vigência atual de todas as medidas protetivas. Como o processo tramita sob segredo de Justiça, a situação deve ser verificada junto às autoridades competentes antes de novas conclusões.
O caso permanece marcado por acusações contestadas pelo parlamentar e por decisões judiciais cuja situação atual precisa ser confirmada oficialmente.
