A Polícia Federal (PF) realizou nesta quarta-feira (8) uma busca na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro para localizar armas, munições e documentos de registro de armamentos. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A decisão foi tomada após uma das armas registradas em nome de Bolsonaro não ter sido entregue à PF, conforme ordem judicial expedida na semana passada. Na ocasião, Moraes manteve a prisão domiciliar do ex-presidente, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, e determinou a entrega de todo o armamento registrado em seu nome.
A defesa informou inicialmente que oito armas estavam sob custódia da Polícia do Exército. No entanto, os militares relataram possuir apenas seis delas. Um revólver de 9 mm, apontado como uma das armas faltantes, havia sido apreendido no mês passado com um segurança de Bolsonaro durante uma blitz de trânsito.
A outra arma, uma carabina, estaria em uma importadora de material bélico em Caxias do Sul (RS), segundo os advogados. Moraes, porém, considerou insuficientes as informações apresentadas pela defesa, afirmando que não houve comprovação documental adequada sobre a localização do armamento.
Na decisão mais recente, o ministro justificou a busca domiciliar pela divergência entre as informações constantes no processo e aquelas apresentadas posteriormente pela defesa, visando garantir o cumprimento integral da ordem judicial.
Após a operação, o advogado João Henrique de Freitas, integrante da equipe de defesa, afirmou em publicação na rede social X que nenhum material foi encontrado na residência do ex-presidente. Segundo ele, a ação foi desnecessária e representa um constrangimento a Bolsonaro.
