A Lua Cheia que poderá ser vista no céu neste sábado (3) é popularmente chamada de Superlua, mas o termo correto é Lua Cheia de Perigeu, segundo explicam astrônomos. O fenômeno ocorre quando a Lua Cheia coincide com o perigeu, ponto de sua órbita em que está mais próxima da Terra.
De acordo com especialistas, nesse momento a Lua pode parecer cerca de 6% maior e até 13% mais brilhante do que uma Lua Cheia comum. Ainda assim, a diferença é considerada praticamente imperceptível a olho nu. A Lua Cheia de janeiro acontece às 7h03 (horário de Brasília).
O astrônomo Rodolfo Langhi, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explica que a Lua não muda de tamanho, apenas se aproxima mais da Terra, o que gera uma leve variação aparente no brilho e no diâmetro. Em janeiro, a Lua estará a cerca de 362 mil quilômetros da Terra, enquanto a chamada Microlua, prevista para maio, ficará a mais de 406 mil quilômetros de distância.
Especialistas ressaltam que o uso do termo Superlua pode gerar expectativas irreais. Segundo o físico e astrônomo João Batista Canalle, da UERJ, o fenômeno não traz impacto científico relevante e não apresenta diferenças visíveis significativas para o público em geral.
Apesar disso, a Lua Cheia de Perigeu continua sendo uma boa oportunidade para observação do céu, especialmente para quem aprecia fenômenos astronômicos, mesmo sem grandes alterações visuais perceptíveis.
