A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente. Nesta sexta-feira (26), equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de sobreviventes após os dois fortes terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24), deixando um rastro de destruição em diversas cidades.
O balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas aponta 920 mortos e 3.360 feridos, enquanto milhares de pessoas permanecem desaparecidas. Organizações internacionais estimam que mais de 50 mil pessoas ainda não conseguiram ser localizadas, e há receio de que o número de vítimas aumente nas próximas horas à medida que as buscas avancem.
As regiões mais afetadas são o estado de La Guaira e áreas da capital, Caracas, onde edifícios residenciais, hospitais e prédios públicos sofreram graves danos ou desabaram. Além da destruição da infraestrutura, o país enfrenta interrupções no fornecimento de energia, dificuldades nas comunicações e centenas de réplicas que continuam dificultando o trabalho das equipes de emergência.

Diante da dimensão da tragédia, diversos países iniciaram o envio de ajuda humanitária. O Brasil mobilizou uma força-tarefa formada por especialistas da Defesa Civil, militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A missão conta com aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), equipamentos de busca e resgate, drones, cães farejadores e profissionais especializados em operações em áreas colapsadas.
Organizações internacionais e a Organização das Nações Unidas (ONU) alertam que a crise humanitária pode se agravar nos próximos dias, devido ao elevado número de desaparecidos, à escassez de recursos para as operações de resgate e aos danos provocados pela sequência de tremores. A prioridade das autoridades continua sendo localizar sobreviventes e garantir atendimento às milhares de pessoas afetadas pela catástrofe.
