Polícia Civil conclui inquéritos sobre crimes cometidos nas redes sociais

Sete pessoas foram indiciadas após a conclusão dos inquéritos em Itabira.

A Polícia Civil informou no início da tarde desta quarta-feira (21/07), que a 3ª Delegacia Regional de Itabira, concluiu dois inquéritos que investigaram crimes de injúria e difamação cometidos por meio das redes sociais, fatos esses que tiveram grande repercussão na cidade.

Segundo a polícia, em 2020, alguns perfis falsos foram criados no Instagram com o objetivo de denegrir as imagens das vítimas, maioria delas adolescentes do sexo feminino. Na ocasião foram postadas fotos das vítimas com frases ofensivas.

Os policiais fizeram diligências e conseguiram identificar seis suspeitos que teriam produzido e divulgado as postagens, elas foram indiciadas por injúria e difamação. Os crimes estão previstos nos artigos 139 e 140 do Código Penal.

O segundo inquérito foi instaurado para apurar um suposto ataque de cunho racista sofrido pelo vereador José Júlio Rodrigues “Júlio do Cobem”, que, após postar uma entrevista a um canal jornalístico em sua rede social do Facebook, teria sido atacado com ofensas racistas.

A polícia informou que o autor foi identificado e ouvido na delegacia, onde ele afirmou ter se revoltado com a atitude do vereador que foi contra uma moção de aplausos que será conferida pela Câmara Municipal a Mineradora Vale.

O homem afirmou que irá se desculpar com o vereador em momento oportuno. O investigado vai responder pelo crime previsto no art. 140, parágrafo 3° do Código Penal, cuja pena varia de 1 a 3 anos de reclusão.

O Delegado Regional Helton Cota Lopes disse que existe um grande esforço por parte da Polícia Civil em apurar todos os crimes ocorridos em Itabira e região, inclusive os virtuais, cometidos por meio da INTERNET.

“Muitas vezes as pessoas pensam que ficarão impunes ao praticarem um crime escondidas por trás de um computador ou de um aparelho telefônico. Isso é uma ilusão, pois temos diversos métodos eficazes para identificarmos precisamente as pessoas responsáveis por todas as publicações e mensagens enviadas”, ressaltou o delegado.

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